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Representações do tempo

Atualizado: há 2 dias



Em dezembro de 2021, há alguns dias atrás, tive o privilégio de conhecer a Colômbia. E hoje venho compartilhar com você, o que para mim, foi a melhor parte da Colômbia, especificamente Medellín, no parque Explora.

Eu simplesmente perdi toda e qualquer noção de tempo nesse lugar. Encontrei um mundo que é muito meu, um ambiente com várias salas temáticas, dentre elas, a sala da mente e a sala do tempo, eis o que abordo aqui: TEMPO.

O tempo é relativo, uma realidade intangível, que independe da velocidade. Não é um objeto ou algo que possamos ver e tocar. Só é perceptível por meio do movimento, da mudança e dos rastros que deixa nas coisas materiais. Embora nossa percepção nos diga que o tempo não tem forma, quando tentamos representá-lo, o fazemos por meio de comparações espaciais: uma espiral que gira, uma flecha que avança ou talvez um rio que flui.

A necessidade que sentimos de representar o tempo visualmente faz parte de uma tendência natural e coletiva. Quando olhamos para várias expressões gráficas do passado, presente e futuro, podemos ver como a concepção de tempo muda de uma cultura para outra.

Quando estamos entediados, sentimos que o tempo não passa; quando vamos nos atrasar, parece que os semáforos demoram horas para mudar. O tempo parece mais lento quando estamos passando por um momento ruim, com a depressão, o enfermo ou em situação de perigo. Mas sentimos que passa rápido quando estamos fazendo algo que gostamos, como isso que aconteceu comigo quando estive nesse lugar.

Sem relógios, somos maus avaliadores do tempo. A chave parece estar em nossos sentidos.

O cérebro avalia com mais precisão a duração de um som do que a de uma imagem ou sabor. Portanto, um truque para medir tempos curtos é lembrar uma música que serve como referência de tempo.

Toda essa viagem no tempo me fez refletir sobre o tempo do inconsciente, que não se mede e, as mudanças acontecem no tempo de cada um. Isso me remete a momentos da vida em que vivemos em tempo de Urano, onde os planos, os sonhos, as fantasias estão só no mundo das ideias, um mundo fértil de imaginação, criação, mas pouco concreto. Urano é lento, ficamos nele quando precisamos decidir algo, mudar alguma coisa.... Algumas pessoas em depressão costumam estar vivendo no tempo de Urano. O ano muda, o calendário recomeça, mas a vida parece estar paralisada.

Os Mayas foram os primeiros a tentar medir o tempo, com a criação dos calendários. Com a chegada do relógio, o humano como ser incrível que é, fez um mundo paralelo onde medir tempo é possível. Esse tempo de Chronos (Cronos) é o Deus do Tempo, uma grandeza que pode ser medida por horas, minutos, dias, semanas, meses e anos. É aquele que nos castra, que nos tira do mundo da imaginação e nos lança no concreto com tanta força, que as vezes parece avassalador e gerador de tanta ansiedade, pois ansiamos por fazer mais do que o que realmente conseguimos fazer no pouco tempo que nós estipulamos.

Se o tempo é intangível, o que realmente nos dá certeza de que ele existe?

Eu acredito que a MORTE, essa é a única certeza que temos. Corremos atrás do tempo porque sabemos que um dia ele acaba. Não sabemos quando acaba, acabou para muitos hoje e para muitos continua.


A verdade é que o tempo é subjetivo, é diferente para cada um, pois o experimentamos de forma distinta.


Sabendo que o tempo é infinito, mas ao mesmo tempo finito em termos concreto. Como está sua percepção sobre o tempo? E Como você tem vivido o seu tempo?


 
 
 

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Karina Lima Juremeira 

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